Planificar a Viagem / Planning

 

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mapa : https://travelhappy.info/myanmar-map/

Porquê Myanmar ? / Why Myanmar ?

 

Depois de Siem Reap no Cambodia, impunha -se a visita a Bagan, para compreender o Sudeste Asiático. Sem grande informação sobre Bagan, limitando-me quase a ver imagens, tinha a ideia de que seria uma boa comparação… nada mais errado, hoje a minha visão é totalmente diferente.  Progressivamente a ideia foi-se cimentando…visitar Myanmar. A curiosidade ia crescendo à medida que lia sobre o país. Para além de Bagan o que ver ? Yangun , Mandalay, Inle Lake, Naipidau, Nagpali? O tempo era limitado – 20 dias de viagem. O orçamento também não podia esticar muito. O Mês também era fixo – Agosto, mês das férias aqui em Portugal, mês pior da monção em Myanmar.

 

 

After the trip to Siem Reap, in Cambodia, a visit to Bagan was a must go, to understand the Asian Southwest. Without almost any knowledge about Bagan, just going trough some pictures, I had in mind that this could be a good way of comparison … I couldn’t be more wrong. Today, my way of looking into things is completely different. As time went by, the idea was coming into life… Going to Myanmar. Curiosity was growing, as I kept reading about the country. What is there to see, apart from Bagan? Yangon, Mandalay, Inle Lake, Nagpali? Time was limited 20 days. The budget couldn’t stretch too much. The month was August, when we are on holidays, when the monsoon rains are at its pick.

 

Avião / Plane

 

Estavamos em  Março de 2017 e tinha muito tempo pela frente para planerar a viagem. Por isso surge a 1º questão – Por onde quero ir e em que companhia ?

Na escolha da viagem não tenho dúvidas – a Momomdoporquê? – Porque é fácil de escolher destinos intermédios e se quiser fazer escalas, estar uns dias em alguma outra cidade ou chegar a uma cidade e voltar de outra, o site deles permite isso facilmente (clicar em várias cidades e ir acrescentando voos). Como bom português quis logo aproveitar a viagem para viajar no Airbus A380 da Emirates, de forma que, apesar de ter um voo com apenas uma escala (Dubai), resolvi ir a Madrid para voar no A380. Como faltava mais de um ano  percebi que não podia comprar ainda a viagem, mas também percebi que quanto maior a antecedência melhor era o preço e como a Emirates deixa logo marcar os lugares (ao contrário da TAP que só deixa 3 dias antes) podia escolher um bom lugar para estender as pernas. Qual a maior contrariedade da ida por Madrid – 8 horas de escala no Dubai, durante a noite (Se quiser ir dar uma volta no Dubai há shuttles que organizam, mesmo a essa hora, um trajeto de 4 ou 5 horas para conhecer). Eu fiquei pelo fabuloso aeroporto, que ao contrário de outros (Hong Kong por exemplo) não fecha durante a noite.

 

Decidido que entraria por Yangon e sairia por Yangon (francamente não gosto nada de andar em aviões miniatura, daí ter posto de parte Mandalay, mas é uma hipótese para quem não se importar), faltava escolher o que visitar e o que fazer em cada lugar e como me deslocar em Myanmar.

 

It  was March 2017, and so there was plenty  time  ahead to plan our trip. First question pops up: where to go, and what air company should I choose? On planning there is no doubt: Momomdo. It is easy  choosing secondary destinations, if you want to use transfers, stay a couple of days in another city or mingle between cities this site gives you several options.  Like any ordinary Portuguese I wanted to take the opportunity to fly in the Airbus A380 with Emirates, so I had to go to Madrid, even knowing that there was a direct flight to Dubai. It was too early ( more than a year) and impossible to buy the tickets it such an advance, but in the meantime I realized that the  earlier  I bought them, the cheaper they would be. Emirates gives you the possibility to book the tickets in advance ( three days with TAP), so  I  wasn’t going to loose the possibility to choose a good sit, to stretch my legs. The greatest con on going from Madrid was the eight hours of transfer that you must wait, during the night, in Dubai. If you are wheeling to, there are  4/5 hours shuttles organized to tour around the city. I stayed in the fabulous airport where almost every shops are open during the night, unlike Hong Kong.

 

I decided to start and end the trip in Yangon, ( I strike Mandalay  off  our options because it included the need to fly on small planes, which frankly I really don’t like at all,) Now it was necessary to plan what places to go, what to see and where to stay and what means of transportation to use.

 

 Que terras visitar? / What cities to see ?

 

Bagan – É fundamental para entender a formação de Myanmar, e o seu povo. O Budismo tem aqui uma das suas maiores expressões a nível mundial (Theravada Budism), a história de Buda confunde-se e justifica a construção de Bagan. Visitar Bagan durante os meses do nosso Inverno é visitar uma terra com temperaturas muito altas, com a possibilidade de viajar de balão (a um preço astronómico para a realidade local) e ver os templos de outra forma. Visitar Bagan em Agosto é ter algum dia de chuva intensa e nos outros, períodos regulares de chuva e até nunca ver o azul do céu (pode acontecer, mas felizmente não nos aconteceu e até todos os dias estivemos na piscina) em compensação o verde deste país é verde, quase não há turistas e pode calmamente ver o que entender com uma temperatura aceitável, mas alta humidade. 3 dias em Bagan é para quem gosta de ver, 5 dias em Bagan é para aprender, 7 dias em Bagan é para aprender e descansar! Optámos por 5 dias em Bagan (contando com a chegada e partida).

 

Inle Lake – O lago em si atraía-me, depois de em Siem Reap ter tido a relativamente má experiência de ter de enfrentar o monopólio Vietnamita das visitas de barco, temia que aqui fosse o mesmo e ficar num hotel fantástico mas que teria de me deslocar de barco para todo o lado não era muito do meu agrado. Daí ter optado logo por ficar em Nyaung-Shwe, terra mais próxima do lago. A chuva aqui era o meu maior medo (atravessar o lago no meio de uma tempestade não deve ser nada agradável e elas surgem do nada…felizmente as aplicações do telemóvel de previsão do tempo são extremamente fiáveis, indicando com uma hora de antecedência as mudanças de estado do tempo), mas tivemos muita sorte com o tempo. O que queria fazer em Nyaung Shwe ? Aprender a cozinhar ! Ver as mulheres girafa (é apenas uma atração turística, mas deveras curiosa), Os jardins flutuantes, o mosteiro dos gatos saltadores, e sobretudo passear pelas ruas ir ao mercado ir às lojas locais.. tudo o que viesse a mais era bem vindo (e veio!). Para isso precisava de pelo menos 4 dias… pois seriam 4 dias em Nyaung Shwe. 

 

Ir a Mandalay ?  teria de ser Yangon – Inle Lake – Mandalay – Bagan. Á distância não fazia a ideia como seriam as viagens dentro de Myanmar, aviões  de umas terras para as outras estava fora do orçamento, comboios não permitiam fazer estas ligações, barco de Mandalay para Bagan? e se chovesse torrencialmente? restavam as camionetas ! Lia descrições terríveis das viagens de camioneta e se as estradas inundassem , li relatos de pessoas que ficaram paradas um dia! Se soubesse o que sei hoje teria feito esse percurso sem a menor dúvida (a camioneta de Nyaung Shwe para Mandalay é a mesma que sai para Bagan com transbordo a meio). Por isso optámos pelo percurso  Yangon – Nyaung Shwe – Bagan – Yangon.

 

Bagan – Here is a must go place, if you want to understand the roots of Myanmar and its people. Buddhism is deeply resent and has one of the greatest expressions worldwide (Theravada Budism). The life of Buda intricates into its history and it also justifies its birth and growing.

Going on this land during our winter months is visiting a land facing high temperatures, with the chance of having the possibility of a hot air balloon ride (on an astronomical price) and contemplate the temples in a different perspective.

 Visiting Bagan in August is facing the monsoons, with the eventuality of heavy rainy days, showers, and even floods or never see blue skies. Fortunately, we were lucky enough to have a reasonable weather that allowed us with an extra bonus of spending the afternoons by the pool, resting our feet  from the visits to the temples. Despite the weather conditions, there are compensations,  the green of this country is really green, incredible, there are almost no tourists, so you can hang around, taking your time, with an acceptable temperature, but high humidity.

Three days in Bagan is for the ones that enjoy looking at things, five days for the ones that want to learn and seven days for the ones that want to learn and rest. We settled for the second one.

 

Inle Lake – The lake by itself  was an attraction, but  the experience of our trip to Cambodia, and the visit to the lake, controlled by the Vietnamese that try to exploit tourists and the local children, was one of our concerns and also the idea that this could also happen here. Having that in mind, we decided to stay in Nyaung-Shwe, the nearest location to the lake. My greatest fear was of course the rain: crossing the lake in the middle of a monsoon storm should be a nightmare, and you’ll never know when to expect that. Luckily  you can rely on mobile phone apps. 

What was the plan in Nyaung Shwe? A cooking lesson! See the giraffe women ( they are there for tourists to see, but never the less its very singular), the floating gardens, the jumping cats monastery and most of all, walk through the streets, going to the local market and shops. If there could be something more, and there was, we would gladly take it! To fulfill the plan, there were needed at least four days, so four days we stayed.

 

 Mandalay was also a possibility: Starting in Yangon, Inle Lake, Mandalay and finally Bagan. At that time we knew little about travelling in Myanmar, planes were out of the question, and of the budget, trains weren’t very reliable, and we didn’t know if there were connections between boats and trains from Mandalay to Bagan. What if there were heavy rains? Last resource was the bus. I read terrible descriptions of coach journeys, what if the roads were flooded? There were personal accounts of people trapped for a day. If I knew better, I would have done that journey without the slightest doubt.

Considering all this, our route was Yangon – Nyaung Shwe – Bagan – Yangon.

 

 

Onde ficar ? / Where to stay ?

 

Os hotéis em Myanmar são relativamente acessíveis, tirando alguns ***** ao preço normal dos ***** como o Strand Hotel. Para mim era fundamental conhecer a cidade, por isso optei por ficar em hotéis diferentes na ida e na vinda. A marcação do hotel acabou por ser da mesma forma das outras viagens, porque teve sempre resultado mais baixos – o site da AGODA.  Na minha opinião este site tem sempre os preços mais baixos para a Ásia. Em Yangon escolhi o Best Western Chinatown , por ser um hotel bastante central e que me permitia conhecer o centro a pé. à vinda escolhi o Hotel G, que tinha acabado de abrir e estava com uma excelente promoção. Em Nyaung Swhe, escolhemos igualmente um hotel da cadeia Best Western – Best Western Thousand Islands e em Bagan, o Anada Bagan Hotel . Qualquer das nossas opções foi satisfatória, em cada cidade especificaremos os pontos fortes e fracos de cada um dos hotéis.

 

Hotels in Myanmar are relatively cheap, if you aren’t talking about the ones like “the Strand”.

We wanted to get in touch with the city, so I chose to stay in different ones, on our way in and out. We booked the hotel using Agoda, because its were you can find the best relation between quality and price in Asia.

In Yangon We stayed at Best Western Chinatown, with a very good location, near the center, which allowed us to go on foot. On our way back, I choose Hotel G, that had just opened doors, and therefor with a very attractive fee. In Nyaung Swhe we pick another hotel from Best Western, The Best Western Thousand Islands and in Bagan The Anada Bagan Hotel. All our options were very good and we’ll make a specific evaluation in the item about the cities.

 

 

Transportes / Transport

 

Yangon

 

Chegando ao aeroporto, o problema do transporte põe-se logo: um caos de taxis, assaltados por vários motoristas e um preço pelo menos o dobro do normal!

A solução: Instale previamente a aplicação GRAB a Taxi  – para isso precisa de ter um número local no seu telemóvel (ver mais à frente). Sempre que precisar de um taxi confie mais na GRAB do que nos taxis apanhados na rua (que também podem ser da GRAB e o seu preço ser diferente). Tenha cuidado a indicar a sua localização e mande um sms pela aplicação com alguma nota adicional, mas não complique muito porque o inglês normalmente não é fluente. Anote o número do taxi e vá seguindo pela aplicação o local onde está até ele chegar junto de si. Nós as vezes que não andámos em GRAB pagámos quase o dobro, mas os preços dos taxis são das coisas mais baratas em Myanmar. Por exemplo o Grab do hotel G para o aeroporto que seria 15 000 kyats na GRAB era 7200 – ou seja entre 8,5 € e 4,5€ para uma viagem de Lisbnoa a Cascais com imenso trânsito e que pode levar entre 1 hora e 2 e meia!

 

At your arrival you are assaulted by what it seams hundred of taxi drivers, trying to catch attention, shouting in every directions prices, that are almost every time the double for the normal fee. So, what to do? Simple, just install the GRAB a Taxi app, the equivalent to our Huber. For that you will need a local number on your phone ( we’ll talk about that). Whenever you need a Taxi, call Grab, don’t rely on the taxis that are passing by. Give your precise location and send a sms using the app, you can add some notes, but don’t get very accurate because normally there are almost no fluent speakers drivers. Then, write down the taxi number and follow the travel with the app, from the place you are until it arrives. This is one of the cheapest things in Myanmar.

Camionetas / BUS

 

Ao decidirmos que iríamos de BUS tinhamos de ver os percursos, as ligações e escolher a companhia. Depois de ver os prós e os contras optámos (e ainda bem) pelas viagens nocturnas – vip night bus. Autocarros modernos (da Hyunday) com apenas 2+1 lugares por fila, com hospedeira, televisão por assento (melhores os assentos que os dos aviões) e escolhemos JJ Express. Os bilhetes foram comprados na pagina da Myanmar bus ticket (aí também poderão ver outras companhias e trajetos) – as reservas ficam feitas mas os bilhetes electrónicos só são emitidos uns dias antes (o que não é um problema porque são aceites e-tickets no telemóvel). Perante o caos que é a estação de autocarros de Yangon ( Aung Mingalar Bus Station ) organização da JJ espantou-me, muito simples mas eficiente – autocolantes na nossa lapela com o nº do autocarro e o lugar, chapinhas por mala identificadas com o lugar da camioneta, controlo de identidade fotocopiando todos os passaporte e identificações, paragens bem organizadas para comer e ir ao WC (a primeira foi num KFC junto com um restaurante self service local) mantas, água e alguma comida. As estradas são bastante razoáveis até 100 km fora de Yangon, depois pensei que estava numa estrada de terra batida …tente dormir (eu dormi mas tinha headphones).

 

AS we told before, we decided to use the bus as a mean of transportation between towns.  Then it was necessary to look for the routs, the connections and choose the Bus company. After examining the offers, we choose JJ Express, the vip night buses, served with modern equipment from Hyunday, with rows with abreast seating in a 2+1 layout, hostesses, an individual television with an internal program, good seats, better then airplane seats. The tickets were bought on the web page Myanmar bus ticket. You can access to all the information there. Reservations can be done by this way, but the

 

Electronic tickets  shall be issued only some days before the ride. That isn’t a real problem because they accept e-tickets on your phone.  Don’t be scare with the chaotic scenario at the central bus station in Yangon Aung Mingalar Bus Station JJ staff is very well organized using a simple but very efficient method do identify luggage – stickers on your t-shirt with your seat number and numbered plates, identity check, feeding,  watering and wc stops. They also provide water, a snack and a blanket. Air conditions are very high so  you may experience some cold during the trip, so bring a woody and comfortable trousers just in case. Roads are quiet reasonable for about 100 km after Yangon, after that, not so good. Relax, put your headphones, close your eyes and take a nap. We did.

 

Outros preparativos

 

Aeroporto

  • eVisa – Com alguma antecedência (a validade até 2 meses, por isso tem que ser dentro desse prazo) deve tratar do visa electrónico  – siga este link, tenha prontas foto tipo passe mas em jpg atualizadas (leve também 2 fotos …nunca se sabe quando irá precisar) o preço é de cerca de 50$. Estes visas têm que ser impressos para serem entregues na fronteira do aeroporto, onde preencherá a declaração de entrada e saida que deve acompanhar sempre o passaporte.
  • eVisa – You should require your  electronic visa  in advance (valid for 2 months) follow this link, have some  jpg identity card sized photos, take two with you, just in case, one never knows… It costs you about 50$. This Visa must be printed and delivered at the frontier, in the airport. You will also need to fill in an entry and exit declaration that will always be added to your passport.
  • SIM – No aeroporto troquei o sim do meu telemóvel tendo adquirido um da Ooredeoo – os pacotes de dados têm a duração de 1 mês e são de 7Gb com algumas ofertas pelo meio e são muito baratos comparados com os preços europeus (30 gb custam 14 € e são o pacote mais caro). Assim que levantar as malas no átrio do aeroporto poderá tratar disso.
  • SIM card – You will need to buy a local card. There are several options at the airport. I bought one from Ooredeoo. The data packages have the usage duration of a month, 7GB and some offers mingled. 30GB costed 14euros and this is the more expensive package.
  • Kyats – Não é possível levar kyats para Myanmar – também não teria nenhuma vantagem ! No aeroporto igualmente ao lado da loja da operadora dos telemóveis tem as casas de câmbio (há imensas em todo o lado e também pode optar por levantar mais dinheiro mais tarde numa ATM, sabendo que aí pagará uma comissão maior. Optamos por comprar 1 000 000 de kyats (560 €) – o primeiro choque civilizacional para quem vem da europa – um montão de notas num saco de 5000 e 10000 Kyats ! – Fizemos alguns pagamentos em visa de compras mas os kyats chegaram para toda a viagem (os hotéis estavam pagos).
  • Kyats – You can not take kyats to Myanmar – you would not have any advantage either! At the airport next to the mobile phone operator’s store you have the currency exchange offices (there are loads everywhere and you can also choose to raise more money later in an ATM, knowing that you will pay a higher commission there. of kyats (€ 560) – the first civilizational shock for those coming from Europe – a lot of notes in a bag of 5000 and 10000 Kyats! – We made some payments on a shopping visa but the kyats arrived for the whole trip (hotels were already paid).

 

Vacinas e Medicamentos / Vacines and Medicines

 

Os cuidados de saúde em Myanmar são muito diferentes do que estamos habituados. Ir a um hospital público pode ser uma grande dor de cabeça. Por isso a prevenção é a melhor forma de evitar a ida ao médico. Além disso comprar medicamentos em Nyaung Shwe e Bagan é semelhante a ir a uma mercearia com a diferença que o vendedor não faz a mínima ideia do que estamos a falar (o melhor é mesmo utilizar as aplicações de telemóvel de tradução – mas as boas, são pagas).

Por isso apresentamos o que fizemos e que medicamentos achámos necessários para levar:

  • Primeiro que tudo ter um seguro que cubra tratamentos e evacuação (ver seguros).
  • É muito importante ir ao médico pelo menos 3 meses antes de partir, de preferência uma consulta de viajante. Pela nossa experiência destacamos as seguintes vacinas (para além das do plano de vacinação – verificar se estão em dia tétano, tosse convulsa, BCG):
  • Encefalite Japonesa (se viajar para a região de Inle Lake e andar no rio em Bagan) é uma vacina cara sem comparticipação mas nós preferimos não arriscar – (160€ por pessoa – 2 inócuiações)
  • Tratamento da malária – nós tomámos a Vibramicina que sendo um antibiótico preventivo, igualmente nos protege de outros problemas intestinais.
  • Febre tifóide.
  • Febre Amarela.
  • Hepatite A e B.

 

Lista de medicamentos de prevenção (Quando for ao médico explique para onde vai e diga-lhe que o médico capaz mais próximo vai estar a 700 km e que necessita de fazer uma farmácia par levar)-

  • Medicamentos regulares (não se esqueça de contar os dias).
  • Medicamento para infecções respiratórias, urinárias, dentes.
  • Medicamentos anti-inflamatórios e analgésicos para dores violentas (que não seja um simples paracetamol, porque isso arranja lá)
  • Pomada para queimaduras solares (o sol é extremamente forte quando aparece !)
  • kit primeiros socorros – betadine, penso em spray, tesoura, alcool em gel, pensos à prova de água, ligadura, toalhetes desinfetantes.
  • Repelente pelo menos 50% DEET e pomada com anti-histamínico ou corticoide para picadas de inseto.
  • Medicamentos para alergias de comida (se quer experimentar coisas que nunca comeu!)
  • Sais minerais, sais de fruto e antivómito.
  • Ultralevure e imodium.

 

 

Health care in Myanmar is very different from what we are used to. Going to a public hospital can be a big headache. That is why prevention is the best way to avoid going to the doctor. In addition, buying medicines in Nyaung Shwe and Bagan is similar to going to a grocery store with the difference that the seller has no idea what we are talking about (it is best to use the mobile phone applications of translation – but the good ones are paid).

  • That’s why we present what we did and what medicines we needed to take:
  • First of all, have insurance covering treatments and evacuation (see insurance).
  • It is very important to go to the doctor at least 3 months before leaving, preferably a traveler’s appointment. In our experience, we highlight the following vaccines (in addition to the vaccination plan – check for tetanus, pertussis, BCG):
  • Japanese encephalitis (if you travel to Inle Lake and walk in the river in Bagan) it is an expensive vaccine without reimbursement but we prefer not to risk – (160 € per person – 2 inoculations)
  • Malaria Treatment – We have taken Vibramycin which being a preventive antibiotic, also protects us from other intestinal problems.
  • Typhoid fever.
  • Yellow fever.
  • Hepatitis A and B.

List of prevention medicines (When you go to the doctor explain where you are going to, and tell them that the nearest capable doctor will be 700 km away and  that you need to have a pharmacy to take) Regular medications (do not forget to count the days).

  • Medication for respiratory, urinary, teeth infections.
  • Anti-inflammatory and analgesic medicines for violent pain (other than a simple acetaminophen because it gets there)
  • Ointment for sunburn (the sun is extremely strong when it appears!)
  • first aid kit – betadine,  patch  spray, scissors, alcohol gel, waterproof dressings, bandage, disinfectant wipes.
  • Repellent at least 50% DEET and ointment with antihistamine or corticoid for insect bites.
  • Food allergy medications (if you want to try things you never ate!)
  • Mineral salts, fruit salts .
  • Ultralevure and imodium.

 

 

Seguro / Insurance

 

 

Viajar com um bom seguro é uma tranquilidade. Saber que se as malas não chegarem ou que vou perder uma ligação, tenho sempre uma resposta alternativa é a minha forma de viajar. Depois de analisar os vários tipos de seguros de várias companhias e sempre com a atenção do plano de saúde e da questão do repatriamento para tratamento, escolhi novamente a World Nomads  com o seguro explorador.

 

 

Traveling with  a good insurance is a tranquility. Knowing that if the bags do not arrive or that I’m going to miss a call, I always have an alternative answer is the way I travel. After reviewing the various types of insurance from several companies and always with the attention of the health plan and the issue of repatriation for treatment, I again chose World Nomads with insurance explorer.

 

Guias / Guides

 

Por muito que se leia sobre as cidades que vamos visitar, e principalmente quando as explicações históricas são fundamentais para escolher e entender o que estamos a ver, um bom guia é fundamental. Ao planear a visita pensei que necessitaria de dois guias. Um para Inle Lake e outro para Bagan. Como o planeamento foi feito com antecedência, pude encontrar vários guias  citados no Tripadviser e em blogs pessoais, contactá-los, verificar a sua disponibilidade e escolher o que me pareceu melhor. Não se esqueçam de ler as criticas e comentários que por lá aparecem. Em relação ao guia para Inle Lake o falhanço foi total, o guia não respondeu às comunicações feitas nos dois dias anteriores e ao chegar não esteve presente, pelo que entendi contratar outro guia local, A experiência foi positiva e o preço metade do que anteriormente tinha sido pedido. Como em todo o lado os guias têm comissões nos locais a que nos levam para fazer compras e restaurantes. Em Inle Lake a maioria dos locais para compras são fábricas de papel, de tecidos de papiro, de tabaco, (que são bastante curiosas e diferentes do habitual) ou lojas com objetivos turísticos como a exibição das mulheres  Kayan (mulheres girafa). O nosso guia não fugiu à regra, mas achei as visitas bastante interessantes e o restaurante não foi nada mau.

 

Já em Bagan, o resultado foi totalmente diferente, inicialmente contratei o guia para três dias dos 5 que estaria em Bagan. O guia foi Kyaw Swe, que encontrei referenciado no facebook. Foi uma decisão complicada porque depois de ler bastante sobre Bagan tinha a ideia que com uma ebike veria tudo o que me interessava e quase não gastaria dinheiro. Pensei na chuva e acabei por aceitar a proposta de 50$ diários. Foi a melhor decisão de toda a viagem, não só pelo seu toyota com ar condicionado e a água fresca, sempre pronta para ser oferecida… isso foi absolutamente secundário! Kyaw Swe, um guia autodidata, revelou-se um entusiasta dos monumentos que nos ia mostrando, entendendo que nós não queriamos só ver como os templos eram lindos ou como o pôr do sol era bonito…. Kyaw Swe foi-nos mostrando coisas que eu duvido que 1% dos visitantes, mesmo com guias turísticos, veja. Guia local nascido numa das pequenas aldeias de Bagan (que visitámos), Budista praticante e conhecedor de cada pintura, terracota baixo-relevo e estátua de Buda, foi-nos ensinando o que realmente era importante ali (inclusivé chegava a pedir a máquina fotográfica à Olga para fotografar coisas que achava que deviam ser fotografadas e qual o melhor ângulo. As excelentes fotografias de Bagan, devo-as  ele ,e não esqueço o seu espanto de ver fotografias tiradas sem flash em templos quase na escuridão e os 320 000 Asa que a minha máquina conseguia fotografar! Finalmente acabei por o contratar todos os dias (pois foi-nos buscar à estação da camioneta e levou-nos lá no último dia. Obrigado Kyaw Swe por aqueles dias memoráveis!

As much as we read about the cities we are going to visit and especially when historical explanations are fundamental to understanding what we are seeing and to choosing what to see, a good guide is fundamental. When planning the visit I thought I would need two guides. One to Inle Lake and one to Bagan. As I was planning the visit  in advance it was easy to inquire the availability of several guides mentioned in TripAdvisor and in personal blogs. Speaking about Inle Lake  guide, the flop was total, the guide did not respond to the communications made the previous two days and upon arriving was not present, so I did hire another local guide. Our experience was positive and the price half of what we previously had been requested. Commonly, guides have commissions on the sites to which they take us for shopping and restaurants. In Inle Lake most of the places to shop are paper factories, papyrus fabrics, tobacco (which are quite interesting) or tourist-oriented shops such as the Kayan Women’s Show (women giraffe). The visits  were quite interesting and the restaurant was not bad at all.

Already in Bagan the result was totally different, initially I contracted the guide for three days of the 5 that would be in Bagan. The guide was Kyaw Swe, who I found referenced on facebook. It was a complicated decision because after reading a lot about Bagan I had the idea that with an E-bike I would see everything that interested me and would hardly spend money. I thought about the rain and I finally accepted the $ 50 daily proposal. It was the best decision of the whole trip, not only for his Toyota with air conditioning and fresh water always ready to be offered … this was absolutely secondary! Kyaw Swe proved to be an enthusiast of the monuments he was showing us, understanding that we did not just want to see how beautiful the temples were or how beautiful the sunset was …. Kyaw Swe was showing us things that I doubt 1% of visitors … even with tour guides see.  He is a local guide, who was born in one of the small villages around (which we visited),  Buddhist practitioner and connoisseur of each painting, bas-relief terra cotta and Buddha statue, taught us what was really important there (including asking the camera to Olga to photograph things that he thought should be photographed and what the best angle was. Bagan’s excellent photographs, I must have taken are because of his advices, and I do not forget his amazement of seeing photographs taken without flash in temples almost in darkness and the 320 000 Wing of my machine can shoot!) Finally I hired him every day (because he picked us up at the van station and took us there on the last day.Thank you Kyaw Swe for those memorable days!